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O amor é essencial à existência. Sem ele, a vida fica limitada, subdesenvolvida, impedida de ser o que é e deve ser.

Os gestos que resultam da falta de amor são cruéis. Violência pura, porque procura destruir.

Sempre que alguém nos faz mal, ainda que sem essa intenção, pode atingir-nos mais fundo do que nós mesmos julgamos ser possível. O que resulta disso? Uma dor que acaba por alterar a forma como olhamos o mundo e o compreendemos. Uma mentira pode fazer-nos duvidar de muitas verdades.

Se alguém me chama imbecil, é possível que eu acredite, se a minha forma de ver o mundo foi alterada pelas cicatrizes de males antigos. E se acredito, acabo por sofrer, nesse instante, mais uma pancada de desamor, mais um golpe que se abre e desfigura.

De forma simples, sentimos o mundo com um coração cheio de marcas do passado.

Sempre que desamamos alguém estamos a causar-lhe um mal que, sendo imediato, poderá permanecer muito mais tempo do que a própria memória dele.

Importa que cada um de nós, se não for capaz de amar, não desame.

Quem desama procura combater um mal que, estando em si, julga que lhe é exterior.

Face ao desamor que trazemos no coração, importa que saibamos, com toda a certeza, que há algo mais profundo do que essa mágoa. No fundo do nosso coração, bem mais fundo do que as dores em nós, está alguém à espera de ser libertado e… viver de forma plena.

Só quem é capaz de aceitar que muitas das suas dores resultam de ter acreditado em quem lhe mentiu é que se liberta do medo que nasce do desamor e que impede a felicidade.

Ama. Faz-te bem!

 

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/

Autor: José Luís Nunes Martins

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A longa dor do desamor

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