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Jesus nos diz que a passagem é ‘estreita’, mas aberta a todos: requer compromisso e mortificação do próprio egoísmo

A porta estreita do Evangelho não foi reformada, recordou em sua rede social o padre brasileiro Wellington José de Castro, da arquidiocese de Campo Grande, MS. Ele compartilhou o seguinte comentário:

As três recomendações

A porta não passou por reformas: ela continua estreita…

Hoje, o Senhor nos faz três recomendações:

A primeira, «Não deis aos cães o que é santo, nem jogueis vossas pérolas diante dos porcos» (Mt 7,6), contrastes em que “bens” são associados a “pérolas” e ao “que é santo”; e “cães e porcos” ao que é impuro. São João Crisóstomo ensina que «nossos inimigos são iguais a nós quanto à natureza, mas não quanto à fé». Apesar dos benefícios terrenos serem concedidos igualmente aos dignos e indignos, não é assim quanto às graças espirituais”, privilégio daqueles que são fiéis a Deus. A correta distribuição dos bens espirituais implica zelo pelas coisas sagradas.

A segunda é a chamada “regra de ouro” (cf. Mt 7,12), que compendia tudo o que a Lei e os Profetas recomendaram, tal como ramos de uma única árvore: o amor ao próximo pressupõe o Amor a Deus, e dele resulta: “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles”. Fazer ao próximo o que se deseja seja feito conosco implica a transparência de ações para com o outro, no reconhecimento de sua semelhança a Deus, de sua dignidade. Por que razão nós desejamos o Bem para nós mesmos? Porque o meio de identificação para ser profundamente reconhecidos é a união com o Criador. Sendo o Bem, para nós, o único meio para a vida em plenitude, é inconcebível sua ausência na nossa relação com o próximo. Não há lugar para o bem onde prevaleça a falsidade e prepondere o mal.

A porta estreita

O texto prossegue:

Por fim, a “porta estreita”… O Papa Bento XVI, certa vez, perguntou: «O que significa esta ‘porta estreita’? Por que muitos não conseguem entrar por ela? Trata-se de uma passagem reservada a alguns eleitos?» Não! A mensagem de Cristo «nos é dirigida no sentido de que todos podem entrar na vida. A passagem é ‘estreita’, mas aberta a todos; ‘estreita’ porque exigente, requer compromisso, abnegação, mortificação do próprio egoísmo».

Roguemos ao Senhor, que realizou a salvação universal com sua morte e ressurreição, que nos ajude a passar pela porta, que nos ensine a nos doarmos uns aos outros e que um dia nos reúna a todos no Banquete da vida eterna.

Via Aleteia

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A porta estreita do Evangelho não foi reformada: continua estreita

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