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Padre Geovane Saraiva*

À medida que se aproximam as festividades do Natal, no contexto da troca de presentes, num mundo consumista e materialista como o nosso, que se leve em conta uns questionamentos: Qual é a melhor proposta de presente, neste Natal e neste Ano Novo? O que posso oferecer para edificar o mundo, num gesto de expressão da grandeza de alma e coração? É mister imaginar o que seja indispensável, numa consciência daquilo que é melhor e mais precioso, como presente a ser colocado nas mãos das pessoas de boa vontade, amigos e amigas com os quais convivemos, estimando-os e amando-os.
É importante considerar, neste tempo de pandemia, que as pessoas vivem no isolamento, ou reclusas, mas com a certeza de que elas pedem para ser escutadas, querendo nossa presença, além de um pouco do nosso tempo e da nossa própria vida. Precisamos nos convencer de que a presença de nossa vida vale mais do que prata e ouro, traduzindo-se em serenidade, harmonia, bem-estar e paz, num bem inigualável, o qual ninguém irá excluí-lo e jamais se extinguirá. Que isso se manifeste numa sincera, terna e afável afeição, demonstração de benquerença, sinal vivo da verdadeira esperança cristã.

Todos os seguidores de Jesus de Nazaré, revestidos da força do alto, como imagem e semelhança de Deus, são continuamente convidados à comunhão divina, concreta, numa multidão de anônimos, silenciados no nosso mundo, mas que na nossa indiferença se ouve um clamor por uma vida de esperança, ânimo e coragem. Pensemos naquele anônimo que caminhou para Emaús e, a partir dele, surgiu o mais elevado e qualificado diálogo com nossos semelhantes. Urge, pois, com a presença de Jesus entre nós aprender, sempre cada vez mais, a exercitar um olhar de compreensão e de misericórdia, diante do enorme abismo em que se encontra o mundo, sem a presença de Deus.

Que no olhar compadecido de Deus jamais cesse a luta em favor da humanidade, para que ela possa descansar em paz, pela derrota de todos os males que contrariam seu projeto salvífico. Motivados, evidentemente, por aquele que misteriosamente entrou em cheio em nossa existência, querendo uma única coisa, que saibamos perceber, com a largueza do nosso ser, que ele carrega consigo uma profunda e indelével impressão: a natureza divina — do Verbo de Deus, que entrou na vida humana e quer se estabelecer entre nós. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, blogueiro, escritor e integrante da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).

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A presença de Deus

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