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Francisco dedica reflexão mensal à importância do amor

 

Cidade do Vaticano, 26 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa desafiou as famílias católicas de todo o mundo a ensinar as crianças a celebrar a alegria e as conquistas dos outros, como sinal de amor pelo próximo.

“Amar significa alegrar-se pelo outro, por seus sucessos. Como é importante ensinar as crianças, desde pequeninas, a celebrar a alegria dos outros! Um aniversário, uma conquista, porque é lindo que a família seja o lugar onde se festeja a alegria”, refere Francisco, no vídeo mensal dedicado à celebração do ano especial ‘Amoris Laetitia’.

A iniciativa, dedicada às famílias, começou a 19 de março, dia de São José, e decorre até à celebração do X Encontro Mundial das Famílias, em Roma (26.06.2022).

No vídeo divulgado pelo Vaticano, o Papa convida à releitura dos relacionamentos familiares, à luz do chamado ‘Hino à Caridade’ (1 Cor 13,4-7), de São Paulo.

“O amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Tudo! Qualquer coisa! É o amor, apesar de tudo”, indica Francisco.

A reflexão destaca que o sacramento do Matrimónio permite aos casais aspirar a tornar-se “perfeitos no amor”.

Vamos falar sobre esse amor: o amor é paciente, é prestável. O amor não é invejoso dos outros, não se ostenta, não se incha de orgulho. O amor não falta ao respeito, não procura o próprio interesse, não se irrita. O amor não leva em conta o mal recebido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade”.

O Papa sublinha que a força deste amor supera “qualquer ameaça” e torna as pessoas “firmes e confiáveis”.

“O amor permite que as crianças digam dos seus pais: sei que a mamã e o papá estão sempre ao nosso lado, posso contar com eles e posso confiar no seu amor”, concluiu.

O vídeo preparado pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (Santa Sé) inclui o testemunho do casal Julie e Gérard e os seus quatro filhos.

O Papa publicou a 8 de abril de 2016 a sua exortação apostólica sobre a Família, ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor), uma reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.

Ao longo de nove capítulos, em mais de 300 pontos, Francisco dedica a sua atenção à situação atual das famílias e os seus numerosos desafios, desde o fenómeno migratório à “ideologia de género”; da cultura do “provisório” à mentalidade “antinatalidade”, passando pelos dramas do abuso de menores.

A exortação apresenta um olhar positivo sobre a família e o matrimónio, face ao individualismo que se limita a procurar “a satisfação das aspirações pessoais”.

O Papa observa que a apresentação de “um ideal teológico do matrimónio” não pode estar distante da “situação concreta e das possibilidades efetivas” das famílias “tais como são”, desejando que o discurso católico supere a “simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais”.

Nesse sentido, propõe uma pastoral “positiva, acolhedora” e defende um caminho de “discernimento” para os católicos divorciados que voltaram a casar civilmente, sublinhando que não existe uma solução única para estas situações.

Em Portugal, várias dioceses que publicaram documentos sobre a aplicação das propostas para a pastoral familiar, após as duas assembleias sinodais (2014 e 2015) sobre o tema, nomeadamente no que respeita ao capítulo VIII da ‘Amoris Laetitia’.

OC

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«Ano Amoris Laetitia»: «Como é importante ensinar as crianças a celebrar a alegria dos outros», diz o Papa às famílias católicas (c/vídeo)

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