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Fechamento do comércio, devido à pandemia, obrigou os comerciantes a procurarem outras saídas para minimizar crise econômica

Kelen Galvan
Da redação, com colaboração de Elaine Santos

Vendas pela internet são opção para comerciantes nesse cenário de pandemia/ Foto: Wesley Almeida – Canção Nova

A determinação de fechar as atividades comerciais não-essenciais para evitar a disseminação do novo coronavírus levou muitos comerciantes a buscar as redes sociais na tentativa de driblar o impacto econômico gerado por essa suspensão.

A loja de brinquedos que pertence à família de Aline Aparecida Silva de Paula atendia há mais de dez anos os romeiros que visitavam o Santuário Nacional de Aparecida (SP). Ela conta que, antes da pandemia, o atendimento era todo na loja física, mas, agora, a família precisou reinventar o modo de atender seu cliente.

Comerciante Aline de Paula diz que crise levou sua loja a inovar, e que irão manter mudanças após a quarentena / Foto: Arquivo Pessoal

“Após esse surto do novo coronavírus, tivemos de nos mobilizar para não ficarmos parados, e criamos, então, uma página no Facebook para divulgar nossos produtos e começamos a fazer entregas domiciliares. Graças a Deus, tivemos uma resposta positiva e estamos conseguindo sobreviver a essa crise mundial”, destaca Aline.

Uma mudança que veio para ficar. A comerciante afirma que, mesmo com a expectativa de que as atividades voltem ao normal nos próximos meses, a loja continuará com o atendimento delivery. “Esperamos que nossa loja possa vencer essa crise e construir um leque maior de clientes na região”.

Para a especialista em gestão e negócios, Victória Balady, essa transferência de meios de comunicação trouxe vários benefícios interessantes para a relação entre o empreendedor e o cliente.

“O empreendedor precisou entender e buscar as principais ferramentas virtuais que o seu público está habituado a utilizar. Ele aprendeu também a construir relacionamentos por meio do ambiente virtual e sair do seu comodismo, do seu espaço, de onde ele já era comum, e assim construir uma experiência significativa com seu cliente”, defende Balady.

Entender o público

Especialista em gestão e negócios, Victória Balady / Foto: Reprodução TVCN

Victória Balady explica que, quando se fala em pequenos comerciantes, o principal foco deve ser entender qual a necessidade e os hábitos do seu público alvo e entender qual é a melhor alternativa para atender estes clientes.

“Pode estar relacionada a uma comunicação mais contínua, assertiva, utilizando uma rede social, WhatsApp, Instagram, Facebook ou pode ser um ‘home care’, que ofereça o mesmo tratamento que este cliente teria com um ponto de venda na residência dele. Lógico, cuidando para que tudo seja feito com os cuidados necessários, para evitar a Covid-19”, aponta.

Entretanto, ela destaca que isso não significa que o público sempre irá preferir o ambiente virtual para adquirir o que tem interesse.

Comércio on-line

A especialista em gestão e negócios explica que o fator principal que tem impulsionado as compras on-line está relacionado com a comodidade. “Comodidade em obter todas as informações que o cliente procura, entrega no local e prazo definido, amplitude do mercado globalizado, tendências e inovações em um simples clique”.

Embora o comércio on-line seja uma crescente, ela destaca que tem um ponto em que a compra presencial cria sua diferenciação: “apresentar qualidade em algum aspecto relacionado diretamente ao produto ou ao serviço”.

Neste momento de isolamento social, até pessoas que nunca tinham comprado nada pela internet se viram obrigadas a utilizar este recurso. A planejadora financeira Luciana Ikedo destaca que toda essa facilidade exige cuidados, principalmente diante da redução da renda de muitas famílias.

.: Veja no vídeo

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Com quarentena, comerciantes inovam com vendas por redes sociais

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