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 Padre Geovane Saraiva*

Compaixão, virtude que deve acompanhar os seres humanos, é um sentimento solidário que nos causa dor e sofrimento, sofrendo com os que sofrem, irmanados no mesmo espírito. Mas certos de que a mesma é um remédio pedagógico que cura aquele amor compulsivo e insaciável de possuir, do qual não conseguimos nos separar com nossas próprias forças. Compaixão é um desejo de justiça, imprescindível para a vida de fé, social e comunitária, e é vista, neste tempo de pandemia, como sementes de esperança, como bem afirmou Dom Helder: “Quais sementes desejo espalhar pela terra? Sementes de paz, de amor, de compreensão e de esperança. Há tanto desespero, desengano, decepção, frustração e desesperança! Sementes de esperança, sem dúvida, chegariam em boa hora”.

A imagem pode conter: 14 pessoas, pessoas sorrindoCompaixão não deve ser apenas mais uma combinação de esforços na maneira de ser, liberando seu ego aprisionado, mas no sentido de enxergar seus semelhantes, com o sentimento de ir ao encontro dos fracos. Vivemos numa sociedade, em que cada vez mais só se reconhece os fortes ou os vencedores, mas, dentro da lógica humana, esquece-se de que o cristianismo tem por base a preocupação com o verdadeiro humanismo, mesmo sendo uma virtude das lágrimas, porque sofrer com o outro é reconhecer a criatura humana como sendo a imagem de Deus.

A imagem pode conter: 25 pessoas, incluindo Kauã Souza e Auristela Leite, pessoas sorrindo, pessoas em pé e área internaNós todos, diante da companheira “compaixão”, somos convidados a ajudar, a partir da pandemia, a Auristela Leite em seu gesto concreto: “A pandemia está aumentando ainda mais a desigualdade social; além do medo da doença e da morte, o auxílio emergencial não chegou para muitas famílias, aumentando as dificuldades de alimentação. Estamos nos mobilizando para atender algumas das famílias de nossa comunidade, e você pode ajudar! Colabore com a campanha ‘É tempo de cuidar’. Doe alimentos e materiais de higiene pessoal. Que Santo Afonso interceda por nós!”.

Desmanchar a montanha da falta de esperança, do orgulho e do egoísmo, que está dentro de nós, só mesmo amparados pela tão visível simbologia do manto da paz, da justiça e da compaixão. Dom Helder Câmara nos ensina o sentido da verdadeira e autêntica compaixão. Quando resolvemos buscar a referida e tão sonhada esperança, na fé a nós ensinada de que Deus é Pai de todos, vivemos a vida de irmãos sem nos afastarmos da promessa divina: a de a terra se transformar em céu e de o céu se transformar em terra. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).

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Compaixão, companheira diária

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