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Será de si mesmo? Muitas vezes julgamos que podemos deixar os nossos problemas para trás, correndo para longe do lugar onde eles apareceram… mas, para nossa desilusão, eles alcançam o ponto de chegada ao mesmo tempo que nós.

Ao caminhar, quando nos lembramos de algo que queremos aprofundar ou saborear, abrandamos os passos, a memória como que exige que nos concentremos na paisagem interior.

A pressa faz com que não sejamos capazes de viver, porque não prestamos atenção a nada do que está à nossa volta. Por outro lado, a calma permite que admiremos um pouco de tudo o que nos rodeia a casa passo, vivendo mais.

Os descobrimentos interiores não são algo que possamos começar a fazer, antes sim algo que, com o passar dos tempos, fomos abandonando. Já o fizemos, já o sabemos fazer, é o mundo que a cada dia nos seduz para longe de nós mesmos.

Lembras-te dos dias e noites em que viajavas dentro de ti? Aventuras só tuas a que podes voltar… basta que abrandes o passo e te deixes tocar pelo que te rodeia. Algumas impressões levar-te-ão para dentro do teu coração, onde há belezas que não experimentas há muito tempo.

Deixa-te ser como uma criança, que esquece rápido e não se angustia à espera do amanhã…

O presente é o que vivemos e o que vemos que está diante de nós, o que devo fazer no próximo mês faz parte do meu presente, porque o consigo ver. O futuro será o que está para lá do que consigo antecipar.

Alguns acreditam tanto que o futuro só pode ser melhor que tentam a todo o custo evadir-se do seu presente. Mas, por mais que fujamos a toda a pressa do presente, nunca chegaremos ao futuro mais depressa.

Só quem não foge de si é que tem tempo para ser prudente.

A pressa faz-nos perder tempo e vida!

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt

Autor: José Luís Nunes Martins

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De que foge quem tem pressa?

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