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Francisco associa-se a Década da ONU da Restauração de Ecossistemas

Cidade do Vaticano, 04 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa associou-se hoje ao Dia Mundial do Ambiente (5 de junho), que este ano marca o arranque da Década da ONU da Restauração de Ecossistemas, apelando a uma ação “urgente” contra as alterações climáticas.

“Os muitos avisos que estamos a sentir, entre os quais podemos ver a Covid-19 e o aquecimento global, estão a pressionar-se a tomar medidas urgentes”, referiu Francisco, numa mensagem enviada à gala de lançamento virtual da década promovida pelas Nações Unidas.

A sessão, entre hoje e amanhã, inclui mensagens ide líderes mundiais, ativistas, celebridades e apresentações musicais, bem como o programa do país anfitrião, Paquistão.

O texto de Francisco, apresentado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, sublinha que o Dia Mundial do Ambiente convida a lembrar que “tudo está interligado”.

A data, indica o Papa, tem este ano um “significado especial”, por marcar a a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas.

“Esta década convida-nos a fazer compromissos de dez anos com o objetivo de cuidar de nossa casa comum, apoiando e intensificando os esforços para prevenir, deter e reverter a degradação dos ecossistemas em todo o mundo”, refere.

A atual situação ambiental exige que atuemos agora, com urgência, para nos tornarmos cada vez mais guardiões responsáveis da criação e restaurar a natureza que temos destruído e explorado há demasiado tempo”.

Francisco alerta para o risco de “inundações, fome e graves consequências” para o presente e as gerações futuras.

A mensagem sustenta que a degradação dos ecossistemas é “um resultado claro da disfunção económica”.

“Precisamos de cuidar uns dos outros e dos mais fracos entre nós. Continuar neste caminho de exploração e destruição – de humanos e da natureza – é injusto e imprudente”, sustenta o pontífice.

A intervenção deixa votos de que a COP26, que vai decorrer em Glasgow no mês de novembro, ajude a “dar as respostas certas para restaurar os ecossistemas, tanto por meio de uma ação climática reforçada quanto do aumento da consciencialização”.

“Vemos crises atrás de crises. Vemos a destruição da natureza, bem como uma pandemia global que leva à morte de milhões de pessoas. Vemos as consequências injustas de alguns aspetos dos nossos sistemas económicos atuais e inúmeras crises climáticas catastróficas, que produzem graves efeitos nas sociedades humanas e até mesmo a extinção em massa de espécies”, adverte o Papa.

Francisco diz que “ainda há esperança”, sendo preciso atuar nos próximos dez anos, o período desta década da ONU, para “restaurar os ecossistemas” e a relação dos seres humanos com a natureza.

“Restaurar a natureza que danificamos significa, em primeiro lugar, restaurar-nos a nós mesmos. Ao darmos as boas-vindas a esta Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas, sejamos compassivos, criativos e corajosos. Que possamos ocupar o nosso devido lugar como a geração da restauração”, conclui.

OC

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Dia Mundial do Ambiente: Papa pede ação «urgente» para travar alterações climáticas

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