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 Pe. Geovane Saraiva*

Dom Helder há vinte e dois anos de morte

Sua missão maior foi a compaixão luminosa

Foi um pequeno grande de ascensão gloriosa

Nele a paz tenaz se fez, uma estrela-norte.

Eis o timoneiro, o cavaleiro andante

Artesão divino, sim, vigoroso e muito forte

Seu brilho e sua ação, dimensão de porte

Mais que um guerreiro, um artífice militante.

Seu heroísmo, sem dúvida, como proposta

A luz no abismo do egoísmo, isso lhe importa

Tolerância demais pertinaz no autoritarismo.

Dele o espírito harmonioso, o mais completo

Exímio poeta, aventureiro do bem, ele gosta

Outro Dom Quixote, seu sonho e passaporte!

 

*Pároco de Santo Afonso, blogueiro, jornalista, escritor e integrante da

academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).

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Dom Helder forte, 22 de morte

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