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Quadro de São Domingos de Gusmão. Crédito: Wikipedia / Domínio Público

(ACI).- A Ordem dos Pregadores, conhecidos como Dominicanos, está preparando o Jubileu para os 800 anos da morte de seu fundador, São Domingos de Gusmão.

São Domingos de Gusmão morreu em 6 de agosto de 1221, aos 50 anos.

O atual mestre da Ordem dos Pregadores, Pe. Gerard Francisco Timoner III, relatou que em 2021 celebrarão “os 800 anos do ‘diez natalis’, o nascimento ao céu de Domingos” e acrescentou que o tema das celebrações jubilares será: “À mesa com São Domingos”, que se inspira num quadro conservado na paróquia de Mascarella em Bolonha (Itália).

Pe. Gerard disse ao jornal da Conferência Episcopal Italiana (CEI) Avvenire que gosta de imaginar São Domingos como “um homem que vive alegremente na mesa em comunhão com os seus irmãos, reunidos na mesma vocação para pregar a Palavra de Deus”.

“O ano jubilar sugere que reflitamos sobre estas perguntas: O que significa para nós estar à mesa com São Domingos aqui e agora? De que forma seu exemplo nos inspira e nos encoraja a compartilhar nossa vida, nossa fé, a esperança e o amor, nossos bens espirituais e materiais para que outros possam ser nutridos nesta mesma mesa? De que forma esta mesa é um lugar para compartilhar a Palavra e partir o Pão da vida?”, assinalou o mestre dos Dominicanos.

Além disso, Pe. Timoner descreveu que o Jubileu será inaugurado oficialmente em 6 de janeiro de 2021 e que será concluído na Solenidade da Epifania de 2022.

Durante este ano especial, o mestre da Ordem dos Pregadores indicou que se realizará o estudo do “Caminho de São Domingos”, que tocará os lugares mais significativos da última etapa da vida do santo, de Roma a Bolonha, já que na Basílica patriarcal de Bolonha estão os restos mortais de São Domingos.

Da mesma forma, sobre a missão de pregação em ambientes secularizados, Pe. Timoner destacou a importância de não “abandonar a esperança” porque “a esperança não é otimismo que nasce de uma avaliação atenta e cuidadosa das perspectivas futuras com respeito às nossas capacidades e recursos”, também não é “a transformação de um presente miserável em um futuro milagroso”, mas “a esperança se baseia na certeza de que Deus nunca nos abandonará… é a certeza de que Deus permanece nos ‘mistérios da alegria , da dor, da glória e da luz ‘da nossa vida”, já que “a esperança é Cristo em nós”.

Nesta linha, o mestre da Ordem dos Pregadores reconheceu que “muitas vezes se ouve que no velho continente a Igreja é vista como uma instituição ‘cansada e velha’ e, por isso, muitos jovens não se animam a conhecer em profundidade a vida e a história do catolicismo”.

Depois de contar a experiência de um jovem frade que não foi batizado pelos pais quando criança, o Pe. Timoner advertiu que “em certo sentido, a Europa se tornou um território missionário. É por isso que o Papa Francisco nos chama a redescobrir nossa vocação de ‘discípulos em missão’”.

A família dominicana é composta por religiosos dominicanas, monjas de vida contemplativa, religiosas e fraternidades laicais e sacerdotais. Atualmente, existem cerca de 5 mil dominicanos em 80 países.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

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Dominicanos celebrarão 800 anos da morte de São Domingos

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