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Não sejas um egoísta básico, daqueles que só pensam em si a curto prazo. Agarram-se a tudo o que lhes dá prazer e fogem de qualquer sacrifício ou dor. Nunca são felizes, porque vivem desassossegados por nunca saberem quando lhes acaba o que julgam ter ao seu dispor de bom, ao mesmo tempo que vivem com medo de que algo de mau lhes aconteça.

Os egoístas primários não compreendem que são eles próprios os responsáveis pela sua inquietude sem fim. Só são infelizes porque, apesar de até poderem estar no caminho certo, estão a caminhar na direção errada!

Também há os egoístas sábios. São pessoas que procuram o que é melhor para si, não no imediato, mas a médio e longo prazo. Só pensam em si mesmas, apesar de compreenderem que é quase sempre necessário pagar um preço para alcançar algo de importante. E, porque o pagam, a vida sorri-lhes mais do que aos básicos. Embora isso te possa parecer muito equilibrado, não te deixes cair na armadilha deste tipo de pessoas interesseiras, que só fazem algo se tiverem a quase certeza de um lucro qualquer no futuro.

O egoísmo que importa aprender é aquele que coloca a sua meta muito para lá de qualquer interesse, ao ponto de compreender que qualquer gesto que busque um benefício vindo de fora é estúpido e só nos afasta do verdadeiro bem.

O bom egoísmo é aquele que compreende que só quem é capaz de se dar sem esperar nada em troca, só quem consegue escutar o outro sem fazer julgamentos cria verdadeiras ligações, só quem é o que de melhor pode ser… é que atinge a felicidade! Aquela que não passa, a que permanece mesmo quando se tem de carregar uma cruz às costas.

Devemos pensar em nós mesmos, mas como meios e instrumentos da felicidade dos que nos rodeiam.

O amor é a condição da felicidade. Se queres ser feliz, esquece-te de ti e concentra-te no que és, no que que te é possível e no que te rodeia. Contempla o mundo como algo em que podes e deves fazer alguma coisa de bom.

Mais do que procurarmos ser felizes, devemos querer ser merecedores da felicidade.

Se o seremos ou não, isso já não depende apenas de nós.

 

Fonte:https://agencia.ecclesia.pt/

Autor:José Luís Nunes Martins

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É possível ser um bom egoísta?

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