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Grupo se reúne na calçada da Catedral de Fortaleza e pede liberação das igrejas com adequação às medidas sanitárias

Paulo Roberto é um dos que questiona o fato de não receber o sacramento (Foto: Aurélio Alves)

Na calçada da Catedral de Fortaleza, que está fechada devido às regras do decreto vigente no Estado, um grupo de fiéis se reuniu para colocar em prática a sua fé e reivindicar o direito de receber o sacramento. Na fé católica, os sacramentos são ritos sagrados que dão e confirmam a graça de Cristo. Segundo o catolicismo, esses ritos foram instituídos por Cristo e confiados à Igreja Católica, são eles: o batismo, a crisma, a eucaristia, a penitência, a unção dos enfermos, a ordem e o matrimônio.

“Domingo passado nós viemos e o padre Clairton, infelizmente, foi obrigado a se retirar. Ele estava disposto a celebrar o santo sacrifício da missa, que é obrigação de todo padre celebrar. Então, ele, hoje, é um dos poucos padres que nós temos em Fortaleza que realmente tem uma preocupação séria com a alma dos fiés”, relata o professor Paulo Roberto, 38, um dos integrantes do grupo que estava na frente da Catedral. No local, a reportagem encontrou alguns fieis sem máscara.

No início de março, a Arquidiocese de Fortaleza emitiu uma nota reforçando a carta circular escrita pelo Bispo Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, na qual destaca a importância de acatar as normas sanitárias.

“Devemos estar sempre atentos às determinações das autoridades sanitárias e governamentais quanto às Normas Sociais de isolamento e horários de funcionamento público. Estas acompanham o desenrolar da pandemia e variam conforme as necessidades. A elas também devemos ser atentos e acatar com sabedoria e responsabilidade”, destaca.

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Paulo Roberto explica que os fiéis não têm o objetivo de afrontar as decisões do Bispo ou do Governo do Estado, mas estão preocupados com a situação.

“Hoje, o nosso desejo não é de resistência ou de afrontar a autoridade do Bispo, é simplesmente o desejo de nossas almas e também a obrigação que nós temos, que o próprio catecismo da Igreja, e as sagradas escrituras nos pedem, que nós nos alimentamos do pão da vida. Pedimos ao Bispo, que nós amamos, Dom José, que se compadeça dos nossos corações. Porque no ano passado nós ficamos sete meses sem os sacramentos. São sete meses, não são sete dias”, desabafa.

As medidas mais rígidas de isolamento foram tomadas em um dos momentos mais críticos da pandemia no Ceará. Do início da pandemia até este domingo, 28, 13.580 mortes por Covid-19 foram confirmadas pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). O número de mortes pela doença cresceu 10,1% na Semana Epidemiológica 11 (de 14 a 20 de março) em relação à anterior (de 7 a 13 de março).

Mesmo diante do grave cenário no Estado, o grupo acredita ser possível a volta das missas em formato presencial, seguindo protocolos de segurança sanitária.

“A gente quer, obedecendo todas as regras sanitárias, com distanciamento, podemos dar sugestões de que se celebrem mais missas para que não haja aglomerações de pessoas. A igreja é um ambiente totalmente consciente dessa realidade sanitária, o nosso bispo é, e nós também somos. Agora, a proibição é algo muito radical”, lamenta Paulo.

Fonte: O Povo

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Fiéis reivindicam direito de receberem sacramentos na Capital

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