Geovane Saraiva – padre, blogueiro, escritor e colunista.

BofPadre Geovane Saraiva, nascido aos 30 de outubro de 1956, em Capistrano-CE, filho de Agapito Saraiva Costa e de Maria Eliete Saraiva. Sacerdote de origem simples e humilde, iniciou o estudo das primeiras letras na Escola Pública de Mazagão, na mesma cidade. O menino Geovane, desde cedo, manifestou sua vocação para o sacerdócio, postergado pelas circunstâncias, uma vez que, como bom filho que era e é, de ajudar os pais nos trabalhos da propriedade do pai, que o obrigaram a permanecer em sua terra natal. A providência divina tarda, mas não falha, diz a sabedoria popular. Aos 17 anos, deixa a casa de seus queridos pais, no sonho de dedicar-se à messe do Senhor. Esse desejo do seminário falou mais alto.

Geovane Saraiva é cidadão de Fortaleza, desde abril de 2007. Condecorado com a Medalha Boticário Ferreira em 1º de abril de 2011. Escreve para jornais, revistas, diversos sites e blogs.

Publicou os livros:

“O Peregrino da Paz”;
“Nascido Para as Coisas Maiores” (por ocasião do centenário de Dom Helder, 1909-2009);
“A Ternura de um Pastor” (homenagem ao Cardeal Lorscheider);
“A Esperança Tem Nome” (espiritualidade e compromisso);
“Dom Helder: Sonhos e Utopias” (o pastor dos empobrecidos);
“25 Anos sobre Águas Sagradas” (coletânea de artigos e fotos);
“Francisco, um sinal para o mundo” (coletânea de artigos);
“Voz dos que não têm voz” (crônicas);
“Rezar com Dom Helder” (orações e súplicas); 
“Francisco, o Futuro do Mundo” (oração e profecia);
"Lições para a vida (uma contribuição pastoral). 

Integra a Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará representando o Município de Redenção, na cadeira de Nº 71 e a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF), ocupando a cadeira Nº 8, cujo patrono é Olavo Oliveira. Exerce a função de vice-presidente da Previdência Sacerdotal. No dia 21 de novembro do ano de 2011, foi-lhe outorgada pela Câmara Municipal de Fortaleza a Medalha de Defesa dos Direitos Humanos Dom Helder Câmara e, no dia 22 de dezembro do mesmo ano, a Medalha Dom Helder Câmara, o Artesão da Paz, pela Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE).

Artigos:

POVOAR DE SONO E SONHOS

Nosso livro Rezar com Dom Helder, lançado há pouco, tem o objetivo de apresentar ao amigo admirador e degustador da vida do Servo de Deus e Artesão da Paz, em pensamentos, poemas, orações e fotografias, a figura daquele que foi mais servo do que príncipe, mais coração do que razão, no seu sonho de perseguir a fraternidade e a solidariedade dos filhos de Deus. Dom Helder iniciou sua vida de padre em profunda sintonia e comunhão com Jesus, Pão da Vida, Pão descido do céu, concretamente no exemplo do seu santinho da ordenação sacerdotal, em Fortaleza-CE (15/08/1931), através do qual assim se manifestou: Angelorum esca nutrivisti populum tuum – “Teu povo se alimenta do pão do céu”.

Por ser um cidadão planetário, o mundo foi seu campo de ação apostólica, vivendo-a a partir dos seus 27 anos na Cidade Maravilhosa-RJ (1936-1964). Conhecido pelo nome de Dom da Paz, viveu a ternura e a solidariedade ao lado dos irmãos empobrecidos e já em 1948, na condição de padre jovem no Rio de Janeiro, no seu sonho de um mundo melhor, externou: “Se eu pudesse, sairia povoando de sono e de sonhos as noites mal dormidas dos desesperados”. Exerceu a função de arcebispo de Olinda e Recife a partir de abril de 1964, carregando consigo umas marcas de homem de Deus, místico e pastor generoso e identificado com seu povo que, ao tomar posse na referida função, asseverou: “Quem estiver sofrendo, no corpo e na alma; quem, pobre ou rico, estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo”, de tal modo que não devemos esquecê-lo jamais como patrono dos direitos humanos e dos injustiçados.

FRANCISCO, O FUTURO DO MUNDO

Estamos entregando ao povo de Deus, neste Natal de 2015 e início de 2016, o livro Francisco: o Futuro do Mundo. Nosso objetivo é o de colocar, de um modo renovado e agradecido, na mente e no coração dos amigos leitores, Jorge Mario Bergoglio, eleito papa no dia 13 de março de 2013, escolhendo o nome de Francisco. No dia seguinte, manifestamos em artigo: “Com a chegada do novo Vigário de Cristo na Terra, que o planeta possa ser alegremente contemplado, no sentido de que os cristãos sejam estimulados e fomentados a um grande compromisso de dialogar e cuidar da criação, nas suas mais diversas realidades. O mundo precisa carinhosamente de práticas ecológicas e ambientais, para que a fé da humanidade possa se tornar cada vez mais viva e coerente com aquilo que se acredita”.

A melhor e maior graça do Espírito Santo de Deus para o nosso tempo conturbado, distante do sonho de Deus-Pai, foi a chegada do Papa Francisco, homem de Deus, descomunal e atemporal, totalmente despojado e com o coração plenamente aberto aos clamores da humanidade. Homem de Deus e místico, certo na hora certa ele o é. Em um ardente desejo de colocar o futuro do mundo no bom caminho, deu-nos de presente a Encíclica Laudato Si’ (18/06/2015). No mesmo caminho perseguido pelo Salvador da humanidade, a partir do excelso mistério de sua cruz redentora, a envolver e exaltar toda a humanidade, no desejo sempre maior de ter como alimento a fé e a esperança, na fidelidade a Jesus de Nazaré e seu Evangelho.