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Francisco anuncia que a celebração diocesana da Jornada Mundial da Juventude passa a acontecer na solenidade de Cristo Rei, em vez do Domingo de Ramos

Foto: JMJLisboa2023

Cidade do Vaticano, 22 nov 2020 (Ecclesia) – O Papa entregou hoje a uma delegação portuguesa, na Basílica de São Pedro, a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), cuja próxima edição internacional decorre em Lisboa (2023).

“É um passo importante na peregrinação que nos levará a Lisboa, em 2023”, disse, no final da Missa a que presidiu, na Basílica de São Pedro.

A intervenção decorreu perante representantes das dioceses de Portugal e do Panamá, que acolheu a JMJ em 2019.

“Dirijo uma saudação particular aos jovens panamenhos e portugueses, aqui representados por duas delegações que, em breve, realizarão o gesto significativo da passagem da Cruz e do Ícone de Maria ‘Salus Populi Romani’, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude”, referiu Francisco, que aplaudiu este momento simbólico.

O Papa anunciou ainda novidades relativamente à celebração da JMJ a nível diocesano.

“Passados 35 anos da instituição da JMJ, depois de ter ouvido o parecer de várias pessoas e o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – que é competente no que se refere à Pastoral Juvenil – decidi transferir, a partir do próximo ano, a celebração diocesana da JMJ do Domingo de Ramos para o Domingo de Cristo Rei”, declarou.

“No centro, continua a estar o Mistério de Jesus Cristo Redentor do homem, como sempre destacou São João Paulo II, iniciador e patrono da JMJ”, acrescentou.

O gesto simbólico passagem da Cruz, dos jovens do Panamá para os de Lisboa estava previsto para o último Domingo de Ramos (5 de abril), mas foi adiado por causa da pandemia.

“Queridos jovens, gritai com a vossa vida que Cristo vive e reina! Se vos calardes, gritarão as pedras”, pediu o Papa às delegações presentes.

Concelebraram com o Papa o cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, e os cardeais portugueses D. José Tolentino Mendonça e D. Manuel Clemente; os bispos auxiliares de Lisboa D. Américo Aguiar e D. Joaquim Mendes, coordenadores-gerais do Comité Organizador Local da JMJ 2023; e três sacerdotes: padre Filipe Diniz, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil; os padres José Alfredo Patrício e António Estêvão Fernandes, reitor e vice-reitor do Colégio Pontifício Português, que colaboram com as atividades da JMJ 2023, em Roma.

A delegação portuguesa esteve presente em vários momentos da celebração, tanto no momento das leituras como na oração universal.

A Cruz Peregrina foi entregue a Fernando Vieira (Diocese de Braga), Guilhermino Sarmento, (Diocese de Lisboa) e João Amaral (Diocese das Forças Armadas e de Segurança).

As jovens Tatiana Severino (Diocese do Porto) e Daniela Calças (Diocese de Lisboa) receberam o Ícone de Nossa Senhora.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que tutela a área da juventude, participou nesta cerimónia, em representação do primeiro-ministro de Portugal.

Na impossibilidade de estar presente, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem pessoal ao Papa Francisco através da delegação portuguesa.

A Cruz da JMJ foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcou o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; em 2003, o mesmo pontífice confiou aos jovens uma cópia do Ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’.

A JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano), alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

OC

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JMJ 2023: Jovens portugueses recebem os símbolos das Jornadas, «passo importante» rumo a Lisboa (c/fotos)

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