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Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado recorda «experiências de precariedade, abandono, marginalização e rejeição»

Cidade do Vaticano, 15 mai 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco publicou hoje a mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (27 de setembro), na qual defende que a humanidade aprenda as lições da pandemia para ajudar quem foge da sua terra.

“Durante semanas neste ano de 2020, reinou o silêncio nas nossas ruas; um silêncio dramático e inquietante, mas que nos deu ocasião para ouvir o clamor dos mais vulneráveis, dos deslocados e do nosso planeta gravemente doente”, escreve.

“Poderemos compreender, por exemplo, que a precariedade, que estamos dolorosamente a experimentar por causa da pandemia, é um elemento constante na vida dos deslocados”, acrescenta.

O 106.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado tem como tema ‘Forçados, como Jesus Cristo, a fugir. Acolher, proteger, promover e integrar os deslocados internos’.

Francisco destaca que aqueles que fogem da sua terra sem abandonar o próprio país vivem, muitas vezes, um drama “invisível” que a crise mundial causada pela pandemia de Covid-19 “exacerbou”.

“Esta crise, devido à sua veemência, gravidade e extensão geográfica, redimensionou tantas outras emergências humanas que afligem milhões de pessoas, relegando para um plano secundário, nas agendas políticas nacionais, iniciativas e ajudas internacionais, essenciais e urgentes para salvar vidas”, denuncia.

À luz dos acontecimentos dramáticos que têm marcado o ano de 2020 quero, nesta Mensagem dedicada às pessoas deslocadas internamente, englobar todos aqueles que atravessaram e ainda vivem experiências de precariedade, abandono, marginalização e rejeição por causa da Covid-19’.

O Papa recorda que no início de maio a secção ‘Migrantes e Refugiados’ do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral publicou as ‘Orientações Pastorais sobre as Pessoas Deslocadas Internamente’, no qual a Santa Sé realça que a pandemia de Covid-19 veio agravar a situação destas cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo.

“A pandemia veio-nos recordar que estamos todos no mesmo barco. O facto de nos depararmos com preocupações e temores comuns demonstrou-nos mais uma vez que ninguém se salva sozinho”, pode ler-se.

Francisco destaca a importância de contar com o contributo de todos, para superar esta crise, pedindo “cooperação internacional, solidariedade global e compromisso local, sem deixar ninguém de fora”, também na defesa da natureza.

mensagem foi assinada na festa litúrgica de Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio.

OC

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