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Gisele Cardoso dos Santos com a filha, Lívia Maria, e o marido, Fernando Ferreira da Silva / Foto: Cortesia Gisele Cardoso

Em 2014, quando descobriu durante a gravidez que havia um problema que colocava em risco a sua vida e a de sua filha, Gisele Cardoso dos Santos não teve dúvidas e logo recorreu à intercessão de Padre Francisco Maria da Cruz Jordan; o milagre aconteceu, a pequena Lívia Maria nasceu saudável, a mãe ficou bem e agora, após reconhecimento por parte do Vaticano, o fundador dos Salvatorianos será beatificado no próximo dia 15 de maio.

O milagre pela intercessão de Pe. Jordan aconteceu em Jundiaí (SP), onde, no começo de 2014, Gisele e o marido Fernando Ferreira da Silva descobriram a gravidez. Porém, logo no início da gestação, a mãe teve um deslocamento do saco gestacional. Os exames mostraram também que a placenta estava mais espessa, o que impedia a passagem dos nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê, que não estava crescendo conforme o esperado.

Encaminhada para a realização de exames mais específicos, Gisele recebeu outra notícia: o feto estava com uma possível má-formação óssea, com displasia esquelética, ossos longos curtos e restrição de crescimento intrauterino. Além disso, havia a suspeita de que a mãe estivesse com tumor placentário.

Diante desse diagnóstico, “ficamos preocupados, tristes e choramos”, contaram Gisele e Fernando à ACI Digital. Entretanto, o casal, que faz parte da família salvatoriana, logo se apegou à fé e recorreu à intercessão de Pe. Jordan. Segundo Gisele, foi “algo espontâneo”.

“Assim que descobrimos, no carro comecei a chorar e disse: ‘Padre Jordan vai nos ajudar’”, recordou. Eles, então, seguiram para a casa da mãe dela e, “ao chegar, a primeira coisa que vimos em cima do murinho da cozinha foi um livrinho com a imagem de Padre Jordan e de Nossa Senhora”, lembrou Gisele, para quem, este foi um sinal.

Embora os exames seguintes confirmassem a má-formação, Lívia Maria nasceu saudável no dia 8 de setembro de 2014, dia da Natividade de Nossa Senhora e também da morte de Pe. Francisco Maria da Cruz Jordan.

“Jesus nos concedeu este milagre, através da intercessão de Padre Jordan e de Nossa Senhora. Apesar dos prognósticos dos médicos, nós acreditávamos, pedíamos, e muitos rezavam por nós”, relatou Gisele.

Quando perguntada sobre como a pequena Lívia está atualmente, a própria menina respondeu: “bem”. E Gisele completou, ressaltando que sua filha é “alegre, feliz, como uma criança de 6 anos, descobrindo-se”.

Após o nascimento de Lívia, Gisele e Fernando deram este testemunho no grupo de leigos de espiritualidade salvatoriana A Caminho do Salvador. Então, o diretor espiritual do grupo pediu que enviassem este relato para o vice-postulador da causa de beatificação de Pe. Jordan. Assim o casal fez e, em 11 de novembro de 2015 teve início o processo sob cuidados do bispo de Jundiaí, Dom Vicente Costa.

Durante este processo, foram coletados os laudos, exames médicos, depoimentos, toda uma documentação que foi lacrada e enviada para o Vaticano. E, em junho de 2020, o Papa Francisco autorizou a promulgação do decreto relativo ao milagre.

A cerimônia de beatificação de Padre Jordan acontecerá na Basílica de São João de Latrão, em Roma, às 10h30 (5h30, no horário de Brasília), e contará com a presença da família Cardoso Silva.

“Lívia disse que está feliz em estar em Roma, na beatificação. Para nós, é um momento único, não temos palavras para expressar nossa alegria, nos sentimos honrados e felizes”, expressou Gisele Cardoso e concluiu: “Nossa missão é evangelizar para que tudo seja para honra e glória de Deus”.

Biografia

Padre Francisco Maria da Cruz Jordan nasceu na aldeia de Gurtweil, na Floresta Negra, Alemanha, em 16 de junho de 1848, em uma família simples. Foi batizado no dia seguinte e recebeu o nome de João Batista.

Aos 14 anos, ficou órfão de pai e precisou abandonar os estudos para trabalhar e ajudar no sustento da família. Voltou a estudar aos 21 anos, com ajuda de benfeitores e, aos 26, iniciou seus estudos universitários. Foi ordenado sacerdote em 21 de julho de 1878, mas não pôde assumir uma tarefa pastoral em sua terra natal por causa da instabilidade política (Revolução Cultural) da época.

Então, mudou-se para Roma, a fim de estudar idiomas orientais. Realizou uma viagem ao Oriente Médio para aperfeiçoar os conhecimentos nestes idiomas e, durante sua peregrinação à Terra Santa, dedicou a maior parte de seu tempo à oração pessoal e à meditação.

Ao retornar para Roma, em 1880, recebeu a bênção e o consentimento do Papa Leão XIII para estabelecer os três graus da Sociedade Apostólica Instrutiva. O primeiro grau da Sociedade foi fundado oficialmente no dia 8 de dezembro de 1881.

Os planos de Padre Jordan se desenvolveram e acabaram se concretizando na Sociedade do Divino Salvador (para homens) e na Congregação das Irmãs do Divino Salvador (para mulheres).

Por causa da Primeira Guerra Mundial, Padre Jordan teve que deixar Roma e mudar-se para Friburgo, na Suíça, onde passou os últimos anos de sua vida. O sacerdote morreu em Tafers, em 8 de setembro de 1918.

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Milagre ocorrido no Brasil leva à beatificação de fundador dos Salvatorianos

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