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 Padre Geovane Saraiva*

O mundo como obra da criação de Deus deveria sempre mais favorecer a vida e a prosperidade como um todo, e nele a criatura humana como sua imagem e semelhança. Sendo assim, todos somos convidados a refletir e a gritar em alto e bom tom sobre o nefasto risco da irracionalidade dos que governam, quando vemos sempre mais comprometidos a vida e o direito de povos e nações. Vimos como Donald Trump agradece e comemora a cooperação da França e do Reino Unido, no ataque na madrugada de 14 de abril de 2018 contra a Síria: “missão cumprida”. Sobre a ofensiva àquela população, Irmã Laudis, missionária brasileira da comunidade do Verbo Encarnado, que reside em Aleppo, no seu dadivoso testemunho do mistério da cruz Cristo, disse: “a verdade é que não queríamos acreditar que algo fosse acontecer”.

portaldoholandaQue a ação de Trump não seja uma ruptura com a racionalidade, embaraçando ainda mais a vida no planeta. Que tal ação não desestimule a meta e o sonho das pessoas de boa vontade, na luta por um mundo solidário e de paz, no sentido de bem se interpretar os sinais de Deus a nos indicar os rumos de uma nova civilização, na firme convicção de que a criatura humana deve estar no centro de todo e qualquer planejamento econômico, social e cultural. Indignação, certamente, mas que seja na busca da dignidade ética e moral, de acordo com o projeto de Deus, na perseguição dos sinais de fraterna esperança e convivência harmônica e pacífica,

No aniversário dos 292 anos da cidade de Fortaleza (13/04/2018), a quinta maior população brasileira, reflitamos e pensemos em uma civilização sólida e inclusiva, baseada nos princípios cristãos, ao contrário da história da Torre de Babel. Que fique bem clara a pretensão dos homens daquele tempo, que queriam construir uma cidade e uma torre, cujo ápice penetrasse nos céus. Os homens queriam mostrar que eles eram capazes de conseguir tudo sem Deus. Queriam mostrar que eles eram poderosos, capazes de superar Deus; isso acabou não dando em nada.
Jamais se pode pensar em construir ou sonhar com um povo forte, grande e civilizado sem Deus, como nos assegura o Salmo 127, 1s: “Se Deus não constrói a casa, em vão trabalham os seus construtores; se Deus não cuida da cidade, em vão vigiam as sentinelas”. Deus quer, pela presença viva de Jesus, animar a vida de seu povo. A ressurreição de Jesus nos indica que, apesar de nossas limitações, medo e dúvida, sua tarefa da cruz prolonga-se através da generosa ação humana, sustentada pela força vivificadora do seu Espírito. Amém!
*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza geovanesaraiva@gmail.com
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Não ao irracional

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