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Francisco recebeu fundação italiana «Arché» e destacou que são um «sinal de esperança»

Foto Vatican Media

Cidade do Vaticano, 02 set 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu hoje a Fundação italiana ‘Arché’, que tem como missão cuidar do núcleo “mãe e filho” com dificuldades social e fragilidade pessoal, e afirmou que as suas comunidades acolhedoras “são um sinal de esperança”.

“As suas comunidades acolhedoras são um sinal de esperança para essas mulheres e seus filhos, mas também são um sinal de esperança para vocês que partilham suas vidas com eles”, disse o Papa, na audiência desta quinta-feira.

No seu discurso, publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco acrescentou que também são um “sinal de esperança” para os voluntários, os jovens e os jovens casais que “nestas comunidades fazem experiência do serviço não só para os pobres, mas com os pobres”.

A Fundação “Arché“ tem como missão cuidar do núcleo “mãe e filho” com dificuldade social e fragilidade pessoal, e o objetivo de acompanhar na “construção da autonomia social, habitacional e de trabalho”.

“A mãe com o menino é um ícone familiar para nós, cristãos. Para vocês não ficou apenas um quadro, vocês traduziram-no numa experiência concreta, formada de histórias e rostos concretos”, salientou o Papa.

Neste contexto, acrescentou que, “certamente, significa problemas, dificuldades e fadigas”, mas também significa alegria: “A alegria de ver que a partilha abre caminhos de liberdade, renascimento e dignidade”.

Francisco assinalou que a fundação italiana vai abrir uma casa em Roma, que acolherá uma nova comunidade, este sábado, dia 4 de setembro.

“Que seja um lugar onde se vive o estilo de Deus, que é proximidade, ternura e compaixão. Que a estrutura esteja a serviço das pessoas”, desejou o Papa.

Foto Vatican Media

A Fundação ‘Arché’ nasceu para responder à emergência do HIV pediátrico, em Milão (Itália), em 1991, por iniciativa do padre Giuseppe Bettoni, que este no Vaticano e apresentou ao Papa o trabalho desenvolvido.

Francisco agradeceu terem ido contar a sua história, “não só com palavras, mas com rostos e presença”, observou que o nome ‘Arché’ lembra a origem, o princípio, e destacou que “no princípio existe o amor, o amor de Deus”.

“Tudo que é vida, tudo que é belo, bom e verdadeiro vem dali, de Deus que é amor, assim como a vida humana vem do coração e do ventre de uma mãe, assim como Jesus, que é amor feito carne, veio do coração e do ventre de uma Mãe”, desenvolveu.

Nesta lógica, acrescentou o Papa, “no início existem os rostos” que para a Fundação ‘Arché’ são os rostos das mães e das crianças que “acolheram e ajudaram a libertar-se dos laços da violência e maus-tratos”, e também as mulheres migrantes que “carregam experiências dramáticas em sua carne”.

CB

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Papa assinala que partilha «abre caminhos de liberdade, renascimento e dignidade»

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