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História de Lidia Maksymowicz inspirou documentário sobre experiência de perseguição do regime nazi

 

Cidade do Vaticano, 26 mai 2021 (Ecclesia) – O Papa encontrou-se hoje no Vaticano com Lidia Maksymowicz, sobrevivente do Holocausto que foi deportada para Auschwitz-Birkenau aos três anos de idade, e beijou a sua tatuagem com o número de prisioneira.

O momento foi captado pelas câmaras do Vaticano, no final da audiência geral que decorreu no Pátio de São Dâmaso.

A história de Lidia no “bloco das crianças”, onde foi submetida às experiências do médico Mengele – conhecido como o ‘Anjo da Morte de Auschwitz’ – inspirou um documentário, ‘70072, a menina que não sabia odiar’, recentemente apresentado na Itália.

“Era uma pessoa atroz, sem limites nem escrúpulos. Dia após dia, muitas pessoas perdiam a vida sob suas mãos. Depois da guerra foram encontrados livros com referências a números tatuados, inclusive os meus”, relata ao portal do Vaticano.

A sobrevivente do Holocausto disse que o encontro com o Papa lhe deu forças e a “reconciliou com o mundo”.

“Com o Santo Padre entendemo-nos com os olhos, não tínhamos de dizer nada, não precisávamos de palavras”, refere a mulher de 80 anos, a viver em Cracóvia.

Lidia Maksymowicz foi adotada, após a II Guerra Mundial, por uma família polaca, tendo reencontrado a sua mãe biológica 17 anos após a libertação do campo nazi.

Durante o breve encontro com o Papa, a mulher ofereceu-lhe um lenço com faixa branco-azulada e a inscrição da letra “P” de Polónia, sobre um fundo triangular vermelho, que todos os reclusos polacos utilizam nas cerimónias comemorativas.

Francisco recebeu ainda o quadro ‘Hope’ (esperança), que retrata Lidia como uma criança, de mãos dadas com a sua mãe, enquanto observam de longe a entrada do campo de concentração, e um rosário com a imagem de São João Paulo II.

Lidia Maksymowicz pediu aos jovens que conheçam a história e trabalhem para que “estas atrocidades nunca se repitam”.

OC

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Papa beija tatuagem de sobrevivente de Auschwitz (c/vídeo)

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