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Em visita a religiosas de clausura em Madagascar, o Santo Padre falou sobre sua devoção à Santa Teresinha

O Papa Francisco já se declarou devoto de Santa Teresinha do Menino Jesus. Quando esteve no Brasil, por exemplo, foi questionado sobre o que estava carregando em sua famosa pasta preta de mão. Ele respondeu:  

“Meu barbeador, está o breviário (livro de oração), a agenda e um livro de leitura – trouxe um sobre Santa Teresinha a quem sou devoto…”

Recentemente, durante visita ao mosteiro de clausura das monjas carmelitas de Antananarivo, capital de Madagascar, o pontífice voltou a dar o seu testemunho de devoção à Santa Teresinha. “Ela me acompanha a cada passo. Ensinou-me a dar os passos”, disse o pontífice a cerca de cem religiosas. 

Depois de rezar a hora média, o Santo Padre falou com as religiosas sobre os ensinamentos da santa na vida dele. 

Francisco entregou-lhes a homilia escrita que havia preparado “para que pudessem ler, meditar tranquilas”, enquanto destacou que queria lhes dizer “algo do coração”. Ele, então, contou a história de duas monjas, uma idosa e uma jovem, e explicou: “Isso não é uma fábula, é uma história de vida”, a jovem se chamava Irmã Teresa do Menino Jesus. Foi aí que o Papa destacou vários ensinamentos de Santa Teresinha: 

1.“A caridade nas coisas pequenas e nas coisas grandes. O caminho da perfeição se encontra nesses pequenos passos no caminho da obediência”;

2. “A coragem de dar pequenos passos, a coragem de crer que na minha pequenez diante de Deus é feliz, e Deus trará a salvação do mundo”;

3. “Se você quiser mudar não somente o mosteiro, não somente a vida religiosa, mas mudar e salvar com Jesus, salvar o mundo, comece com esses pequenos atos de amor, de renúncia a si mesma, que aprisionam Deus”;

4. “O mundanismo não é uma monja de clausura, é uma cabra que segue seus caminhos, que leva para fora da clausura”;

5. “Quando vierem em vocês pensamentos de mundanismo, fechem a porta e pensem nos pequenos gestos de amor: estes salvam o mundo”;

6. “Os diabos educados tocam a campainha… O tentador não quer ser reconhecido, por isso vem disfarçado de pessoa nobre, educada”;

7. “Este conselho eu lhes dou: falem imediatamente. Falem logo se algo lhes tira a tranquilidade, antes mesmo de tolher a paz”;

8. “Sempre a transparência do coração. Falando, sempre se vence. É verdade, é preciso reconhecer que nem todas as prioras são o prêmio Nobel da simpatia”;

9. “Para a tentação, para a luta espiritual, o exercício da caridade não se aposenta: você deve lutar até o fim. Até o final. Também na escuridão… Nesta luta – cruel, mas bonita – quando é verdadeira, não se perde a paz”;

10. “Eu gostaria que todas fossem crianças no espírito… Com aquela dimensão da infância que o Senhor ama tanto”.

Por último, o Papa Francisco enfatizou que no final da vida de Santa Teresinha, ela ficou doente e “pouco a pouco pareceu-lhe ter perdido a fé” e enfatizou que ela “soube afastar os demônios educados”. Por isso, o Papa concluiu que:

“É preciso caridade, oração. A caridade de pedir um conselho a tempo, de escutar… E a oração com o Senhor, a oração: Senhor, é verdade isso que estou sentindo? Isso que a serpente me disse, é verdade?”

Com informações de ACI Digital

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Papa Francisco: foi Santa Teresinha que “ensinou-me a dar os passos”

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