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Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a oração cristã, o Papa Francisco abordou na Audiência Geral desta quarta-feira, 05 de maio, o tema da “Oração contemplativa”. Na ocasião o Santo Padre salientou que “no Evangelho não há oposição entre contemplação e ação”, existe apenas um grande apelo, que é o de “seguir Jesus no caminho do amor”.

A catequese do Papa Francisco realizou-se na Biblioteca do Palácio Apostólico devido às medidas sanitárias vigentes e transmitida pelo canal do VaticanNews em português no Youtube. O Pontífice aprofundou no sentido da contemplação na espiritualidade da Igreja, explicando que a mesma se trata de “um olhar da fé fixo em Jesus”.

Para o Papa, “ser contemplativo não depende dos olhos, mas do coração” e citou a frase de São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, quem passava longas horas rezando diante do sacrário sem dizer uma palavra e afirmava que a contemplação se resumia na dinâmica: “Eu olho para Ele e Ele olha para mim”.

“Jesus era um mestre deste olhar e o seu segredo era a relação com o Pai”, disse o Papa Francisco citando  a passagem da Transfiguração para ilustrar sua reflexão.

“Pensemos na Transfiguração d’Ele no Monte Tabor: num período crítico da sua missão, Jesus sobe ao monte e lá, enquanto reza, transfigura-Se à vista de três dos seus discípulos: é a luz do amor do Pai que enche o coração do Filho e transfigura toda a sua Pessoa.”

“A oração – prosseguiu- purifica o coração e, com ela, ilumina também o olhar, permitindo-nos apreender a realidade de outro ponto de vista”, resumiu.

«Alguns mestres da espiritualidade do passado entenderam a contemplação como oposta à ação e enalteceram aquelas vocações que fogem do mundo e os problemas deste para se dedicarem inteiramente à oração. Na realidade, em Jesus Cristo e no Evangelho não há oposição entre contemplação e ação. Só existe um grande apelo no Evangelho, que é seguir Jesus no caminho do amor. Este é o ápice e o centro de tudo”, destacou.

“O que nasce da oração e não da presunção do nosso ego, o que é purificado pela humildade, mesmo que seja um ato de amor isolado e silencioso, é o maior milagre que um cristão pode realizar. Este é o caminho da oração de contemplação: eu olho para Ele e Ele olha para mim. E ali está o ato de amor no diálogo silencioso com Jesus que faz tanto bem à Igreja”, concluiu o Pontífice.

No final de sua alocução, o Santo Padre saudou os fiéis de língua portuguesa com as seguintes palavras: “Saúdo os ouvintes de língua portuguesa e lembro a todos que as lágrimas daqueles que sofrem, não são estéreis. São uma oração silenciosa que sobe até ao céu e que, em Maria, encontra sempre lugar sob o seu manto. N’Ela e com Ela, Deus faz-Se irmão e companheiro de estrada, carrega conosco as cruzes para não deixar as nossas dores esmagar-nos. De coração, vos abençoo em nome do Senhor”.

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Papa Francisco na Audiência Geral: no Evangelho não há oposição entre contemplação e ação

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