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Audiência geral marcada por novos apelos à oração, no mês de maio, perante o drama da Covid-19

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 05 mai 2021 (Ecclesia) – O Papa reforçou hoje os seus apelos à oração pelo fim da pandemia e o recomeço das atividades sociais, falando durante a audiência geral que decorreu no Vaticano.

“Que a Virgem Imaculada liberte a humanidade do drama da pandemia”, disse, numa saudação aos ouvintes polacos que acompanhavam a transmissão do encontro semanal de reflexão, orientado por Francisco.

No último domingo, o Papa inaugurou uma “maratona” de oração pelo fim da pandemia, que decorre ao longo do mês de maio com a recitação do Rosário.

“Guiados pelos santuários espalhados pelo mundo, neste mês de maio recitamos o Rosário para invocar o fim da pandemia e o regresso das atividades sociais e de trabalho”, assinalou hoje Francisco.

30 santuários de todo o mundo estão a guiar a oração mariana, transmitida ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé às 18h00 (hora de Roma), com uma intenção particular para cada dia; a iniciativa passa pelo Santuário de Fátima, a 13 de maio, onde se vai rezar por ‘todos os presos’.

A intervenção destacou que, na tradição católica, o mês de maio é particularmente dedicado à Virgem Maria.

Falando aos ouvintes italianos, o Papa pediu a participação de todos na Súplica a Nossa Senhora do Rosário, que vai ter lugar no próximo sábado, ao meio-dia (menos uma em Lisboa), no Santuário de Pompeia.

“Exorto-vos a recitar o Rosário, com o qual a Virgem Maria é particularmente honrada”, declarou.

Francisco saudou ainda os ouvintes de língua portuguesa, evocando o sofrimento de muitas pessoas.

“As lágrimas daqueles que sofrem não são estéreis, são uma oração silenciosa que sobe até ao Céu e que, em Maria, encontra sempre lugar sob o seu manto. Nela e com Ela, Deus faz-se irmão e companheiro de estrada, carrega connosco as cruzes para não deixar que as nossas dores nos esmaguem”, referiu.

A catequese desta manhã centrou-se na “oração de contemplação” e na dimensão contemplativa do ser humano.

“Quem  vive numa grande cidade, onde tudo é artificial e funcional, corre o risco de perder a capacidade de contemplar. Antes de mais, contemplar não é um modo de fazer, mas um modo de ser. Ser contemplativo”, observou Francisco.

O Papa sustentou que, em Jesus Cristo, “não há oposição entre a  contemplação e a ação” e que este dualismo “não pertence à mensagem cristã”.

“O que nasce da oração e não da presunção do nosso ego, o que é purificado pela humildade, mesmo que seja um ato de amor isolado e silencioso, é o maior milagre que um cristão pode realizar”, concluiu.

Devido à crise sanitária provocada pela Covid-19, a audiência semanal das quartas-feiras continua a decorrer na biblioteca do Palácio Apostólico, à porta fechada, com transmissão online nos canais do Vaticano.

OC

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