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Família, sexualidade, migrações e educação foram temas marcantes na primeira semana de debate

Cidade do Vaticano, 10 out 2018 (Ecclesia) – O Sínodo dos Bispos, que decorre no Vaticano até 28 de outubro, entrou hoje na segunda fase dos trabalhos, depois de uma semana marcada pelo debate sobre os abusos sexuais na Igreja e as novas tecnologias.

A síntese da primeira fase de reuniões gerais e trabalhos de grupos foram apresentadas pelos 14 “círculos menores”, em várias línguas, incluindo, pela primeira vez, o português.

Um dos textos, divulgados pela sala de imprensa da Santa Sé, rejeita que o tema dos abusos sexuais seja “removido tangencialmente com algumas frases curtas”, sem assumir o sofrimento provocado às vítimas e o “falhanço catastrófico” na gestão destes casos.

Outro grupo sublinha que este “escândalo” afeta o trabalho da Igreja a todos os níveis, porque “comprometeu a sua credibilidade”.

Os 14 relatórios dos “círculos menores” abordam vários temas em comum, como , importância da comunidade, as migrações, a família, as migrações, a educação e a sexualidade.

Precisamos de assegurar que estamos certos de que os jovens que não concordam com a Igreja no que diz respeito ao sexo continuam a ser membros da Igreja”.

Os participantes destacam o impacto das tecnologias da comunicação e das redes sociais, uma “parte permanente da vida e da identidade dos jovens”.

O grupo de língua alemã criticou o excesso de “otimismo” neste campo, alertando para os “perigos destrutivos” deste mundo digital.

Vários círculos propõem uma mensagem aos jovens com uma dimensão multimédia e mais amiga dos jovens (youth friendly), falando a todos e não apenas ao mundo ocidental.

As primeiras propostas desejam que os jovens recebam “formação social e política” para evitar populismos, radicalismos e a xenofobia.

Diante dos jovens do nosso tempo, fortemente influenciados pela cultura da globalização, pelo secularismo e o digital, a Igreja é convidada a elaborar um novo método evangelizador e a propor um novo estilo de vida cristã”.

O cardeal Carlos Aguiar Retes, arcebispo mexicano, disse hoje em conferência de imprensa que a falta de “consenso de valores” afeta sobretudo “os adolescentes e jovens”.

D. Jean-Claude Hollerich, arcebispo do Luxemburgo, encontrou jovens que nunca leram um livro mas podem citar “imensos filmes, séries”, sinal de uma “mudança de civilização que já começou”.

A norte-americana Briana Regina Santiago, de 27 anos, uma das convidadas do Sínodo dos Bispos, falou da “grande honra” de apresentar uma intervenção aos participantes, sublinhando as “reações positivas” de bispos e cardeais ao que partilhou na assembleia.

A 15ª assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema ‘Os jovens, a fé e o discernimento vocacional’, decorre entre 3 e 28 de outubro.

A Conferência Episcopal Portuguesa está representada pelos presidentes das Comissões que acompanham Pastoral Juvenil e Vocações: D. Joaquim Mendes – bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família – e D. António Augusto Azevedo – bispo auxiliar do Porto e presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios.

OC

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Sínodo 2018: Trabalhos entram em nova fase, após debate sobre abusos sexuais e novas tecnologias

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