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Com a solenidade do Pentecostes termina o Tempo Pascal, período de cinquenta dias festivos em que celebrámos, em ambiente de alegria, a glória de Cristo Ressuscitado.

O profeta Joel anunciara para a era messiânica a efusão generalizada do Espírito Santo de Deus: “Derramarei o Meu Espírito sobre todo o ser vivo. Caberá a Jesus cumprir esta promessa: “Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito de verdade, que procede do Pai, dará testemunho de Mim.”. Jesus ressuscitado e glorificado, torna-se fonte da humanidade nova pelo envio do Seu Espírito.

Assim, cinquenta dias após a Ressurreição de Jesus, o Espírito Santo desce sobre os Apóstolos e discípulos reunidos no cenáculo, transformando-os radicalmente. E toda a comunidade cristã ficou investida pelo poder do Espírito, mandado pelo Pai, para garantir a continuidade da missão do Filho. Nesse momento, o novo Povo de Deus, a Igreja fundada sobre os Apóstolos e marcada com o selo do Espírito, iniciava a sua aventura missionária. Com este batismo no Espírito Santo nascia assim, oficialmente, a Igreja. Nesse dia, homens separados por línguas, culturas, raças e nações, começaram a reunir-se no grande Povo de Deus.

Os homens do nosso tempo procuram ansiosamente a unidade, na certeza de que só em comunhão com os outros se realizarão plenamente. Porém, construir a unidade só com as próprias forças, prescindindo de Deus, ou até mesmo contra Deus, é empresa vã. A unidade só se constrói quando os homens acolhem o Espírito de Jesus, que nos faz falar a linguagem universal da comunhão e do amor.

Na última Ceia, Jesus revela aos Apóstolos a consoladora promessa do Espírito Santo: “Não vos deixarei órfãos”; “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para estar convosco para sempre”; “O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”; “Quando vier o Espírito de Verdade, Ele guiar-vos-á para a verdade total”.

É Ele quem nos há-de ensinar tudo quanto Jesus nos mandou fazer, “toda a verdade” Será Ele o nosso consolador, a nossa força. Por Ele seremos testemunhas de Cristo.

“Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: “Abba Pai”. É o Espírito Santo que nos leva a tratar filialmente a Deus por Pai, através de Cristo. Faz-nos descobrir o caminho do Pai e nos dá confiança para nos aproximarmos d’Ele. O dom do Espírito é dom de adopção filial.

Há um aspeto que nos enche de consolação; é que não caminhamos sós, com a nossa pequenez, incapacidade e pobreza. Quando as trevas escurecem a nossa vida, sabemos que o Espírito nos pode iluminar. Quando nos sentimos cansados, sem forças no caminho, sabemos que Alguém, que é consolação e força, está ao nosso lado e nos estende a mão. Esta é a razão da nossa esperança. Não estamos na solidão, mesmo quando não vemos ninguém à nossa volta.

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Solenidade de Domingo de Pentecostes – Ano B

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