0 Flares 0 Flares ×
Venerável Madre Elizabeth Prout. Créditos: Diocese de Shrewsbury

MANCHESTER, 25 jan. 21 / 09:43 am (ACI).- O Bispo de Shrewsbury (Inglaterra), Dom Mark Davies, destacou que o reconhecimento como venerável de Madre Elizabeth Prout, uma religiosa do século 19 que cuidou dos “mais abandonados” da Revolução Industrial em Manchester, é um bom exemplo de serviço heroico para este tempo de pandemia.

Em 21 de janeiro, o Papa Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar os decretos de reconhecimento de um mártir e sete novos veneráveis, entre os quais está Mary Joseph of Jesus (cujo nome prévio aos votos era Elizabeth Prout), fundadora da Congregação das Irmãs da Santíssima Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em um comunicado da diocese de Shrewsbury, Dom Davies disse que acolheu com alegria o anúncio do reconhecimento pela Santa Sé das virtudes da religiosa conhecida como “Madre Teresa de Manchester”.

“Foi com grande alegria que recebemos a notícia de que o processo de Elizabeth Prout, uma inglesa nascida em Shrewsbury, está avançando para ser reconhecida como santa”, indicou.

O Prelado assinalou que o exemplo do serviço heroico da serva de Deus “aos pobres que sofriam de surtos de cólera e febre tifoide serviu como um bom exemplo na era contemporânea” afetada pelo coronavírus.

“Parece apropriado que este anúncio seja feito durante a pandemia, para que possamos olhar para o exemplo de Elizabeth e pedir a ajuda de suas orações, como uma mulher que ajudou muitos durante as epidemias que atingiram as comunidades industriais da Inglaterra vitoriana”, acrescentou.

 

Além disso, o Arcebispo de Liverpool, Dom Malcolm McMahon, assinalou que a contribuição de Madre Prout à Igreja e ao povo da Inglaterra se reflete na educação, na atenção médica e especialmente, nas instituições que fundou.

“As irmãs da congregação continuam mostrando o cuidado da Igreja Católica pelos necessitados. Minha esperança é que o Santuário Sutton seja um lugar de oração para sua eventual canonização”.

História de Elizabeth Prout

Elizabeth Prout nasceu em Shrewsbury, nas margens do rio Severn, em 1820, e foi batizada na Igreja Anglicana de St. Julian. Seu pai Edward era um católico não praticante que trabalhava como tanoeiro para uma cervejaria local.

Sob a influência do Beato Dominic Barberi, um missionário italiano que também conduziu São John Henry Newman à Igreja Católica, Elizabeth decidiu ingressar na Igreja Católica aos 20 e poucos anos. Este importante marco em sua vida resultou na rejeição de seus pais, que lhe pediram que escolhesse “entre ir à Missa e continuar a ter uma casa e uma família”, disse Dom Davies.

Elizabeth descobriu a sua vocação graças à espiritualidade de São Paulo da Cruz, centrada na Paixão de Cristo. Ingressou como religiosa aos 28 anos e, alguns anos depois de seus votos perpétuos, foi designada para um cargo de professora em uma das partes mais pobres da cidade industrial de Manchester.

Segundo Dom Davies, Madre Elizabeth levou muito a sério a memória da Sagrada Família de Nazaré, a Paixão e a Cruz de Cristo e, graças a isso, encontrou a coragem de viajar sozinha a Manchester para trabalhar entre os “degradados e descartados”, que eram imigrantes irlandeses pobres, trabalhadores de fábricas e mulheres pobres.

Prout ajudou a estabelecer numerosas escolas e albergues em partes do Noroeste da Inglaterra afetadas pela pobreza e ensinou as mulheres a serem autossuficientes, ensinou-lhes habilidades para que pudessem se manter e permitiu que outras irmãs religiosas ganhassem o seu próprio salário.

Em 1857, Madre Elizabeth, conhecida como Madre Mary Joseph, junto com outras 20 mulheres fundou o instituto religioso das Irmãs da Cruz e da Paixão ou Passionistas, e foi nomeada primeira superiora geral. O Papa Leão XIII aprovou a comunidade religiosa em 1863. Hoje, as religiosas continuam trabalhando em prol dos pobres em países como Papua Nova Guiné, Argentina, Chile, Peru e Jamaica.

Dom Davies relatou que a freira sofria de uma doença que a deixou com uma deficiência permanente. Ela morreu de tuberculose em 11 de janeiro de 1864, aos 43 anos, no Convento Sutton St Helens, Lancashire, e está enterrada no Santuário da Igreja de Santa Ana em Sutton, junto com o Beato Dominic Barberi e o Padre Ignatius Spencer. Em 2008, sua causa de canonização foi apresentada ao Vaticano.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Please follow and like us:
fb-share-icon20
Tweet 20
fb-share-icon20
0 Flares 0 Flares ×
Testemunho de “Madre Teresa de Manchester” é exemplo em tempos de Covid, indica Bispo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*