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Nova plataforma quer lançar comunidades católicas num caminho de transformação ecológica

 

Cidade do Vaticano, 25 mai 2021 (Ecclesia) – O Vaticano apresentou hoje, em conferência de imprensa, a ‘Plataforma de Ação Laudato Si’ (PALS), para promover uma transformação ecológica nas comunidades católicas e na sociedade, assumindo a intenção de “pressionar” os participantes na COP26.

O cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), disse em conferência de imprensa que está em estudo a presença do Papa na 26.ª Conferência das Partes (COP26) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que vai decorrer de  1 a 12 de novembro de 2021, em Glasgow, Escócia.

Em resposta a uma questão da Agência ECCLESIA, o responsável disse que o Vaticano tem estado em contacto com a embaixadora britânica junto da Santa Sé e que quer promover um “evento inter-religioso” para antecipar o COP26.

“O que diz respeito ao destino da humanidade interessa à Igreja”, acrescentou.

O cardeal ganês destacou que os seis anos que passaram desde a publicação da ‘Laudato Si’, encíclica ecológica e social, serviram para reforçar a “autoridade moral” do Papa Francisco no cenário internacional.

D. Peter Turkson considerou que a receção mundial ao Ano ‘Laudato Si’, proposto pela Santa Sé desde maio de 2020, foi “fabulosa e generosa”.

“Agora, mais do que nunca, é hora de agir, de fazer algo concreto. Todos nós podemos mudar para um futuro justo e sustentável, devemos pensar em novos modelos, rejeitar comportamentos vitais questionáveis e empreender novos”, apontou.

O padre Joshtrom Isaac Kureethadam, coordenador da secção ‘Ecologia e Criação’ do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, referiu aos jornalistas que a PALS que promover um movimento “popular” para “responder ao grito da Terra, pela energia, pela água, pela biodiversidade e pelo grito dos pobres”.

A adesão a esta plataforma é voluntária para paróquias, dioceses, colégios ou outras estruturas, até 2028.

O responsável esperar “duplicar” o número de adesões, a cada ano, alargando as ações em favor de uma “economia, educação e espiritualidade ecológicas, a adoção de estilos de vida simples e o compromisso comunitário”.

Colaboram no projeto a Cáritas Internacional, o Movimento Católico Global pelo Clima (GCCM), a União de Superiores e Superioras Gerais, a rede CIDSE – Juntos pela Justiça Global e vários grupos de jovens – entre eles, a Aliança Verde Dom Bosco, dos Salesianos – e outras organizações eclesiais.

A 4 de outubro, festa litúrgica de São Francisco, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral começará a oferecer os ‘Planos Laudato Si’.

OC

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Vaticano prepara encontro inter-religioso antes da conferência de Glasgow

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