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A Igreja celebra, no dia 25, o Domingo do Bom Pastor e o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, data em que o Santo Padre reforçou a presença de São José

Thiago Coutinho
Da redação

Neste domingo, 25, a Igreja Católica recorda o Dia do Bom Pastor / Foto: Monika Robak por Pixabay

Neste domingo, 25, a Igreja celebra o Domingo do Bom Pastor e o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, datas que reforçam o sacerdócio e a vida consagrada, que demandam fé e muita perseverança.

O Papa Francisco, em sua tradicional mensagem, colocou São José como foco e exemplo desta importante data à Igreja Católica.

“[…] Disto mesmo têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia, que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida. São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo ao pé da porta; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho”, ressaltou o Santo Padre em sua mensagem.

E cada um recebe este chamado à vida santa de uma maneira distinta. “Desde criança, senti o chamado de Deus em minha vida”, afirma padre Alan Rudz de Carvalho Rebelo, pároco da paróquia São José, em Tremembé (SP). “Aos onze já participava de dez pastorais. Creio que um dos momentos marcantes para minha vocação foi quando estava no primeiro banco da igreja, como sempre, e o Padre Lauro Moradei, ao passar perto de mim, chamou-me para subir com ele e servir como coroinha. Ali Deus me chamou”, reitera.

Já padre Eduardo Rocha, da paróquia da Catedral de Tubarão (SC), recorda o quão assídua sua família estava junto às missas e os serviços pastorais, e o quanto isso influenciou em sua escolha como sacerdote. “Desde muito cedo, entendi que a experiência de fé anda muito próxima da capacidade de doar-se, de oferecer-se à comunidade e aos outros. Nasci e cresci numa atmosfera em que a fé é uma realidade presente”, pondera.

Pastor, aquele que cuida do rebanho

Do ponto de vista semântico, a palavra pastor remete àquele que cuida do rebanho, aquele que atua como guia espiritual. Na Igreja contemporânea, este papel não mudou.

“Identifico-me muito com a figura do pastor. O meu lema de ordenação sacerdotal é: ‘Apascenta as minhas ovelhas’ (Jo 21,17). Hoje, a Igreja nos apresenta muitos desafios. Uma característica das ‘pastagens’ de nossas ovelhas é a globalização. As redes sociais diminuíram as distâncias entre as pessoas, o acesso à cultura está ao alcance de multidões. É muita informação e muitas pastagens sedutoras e fáceis e, ao mesmo tempo, perigosas”, observa padre Alan.

“Estamos intimamente ligados a Deus”, ressalta Padre Eduardo. “Não somos líderes comunitários, somos pastores a partir da configuração do coração de Jesus. E por isso, o padre que conduz só o fará bem se estiver ligado a Deus, que cultivar uma espiritualidade sadia”, reitera.

A pandemia e o papel sacerdotal

A pandemia mudou o cotidiano e o dia a dia das pessoas no mundo todo. A realidade das pessoas, há pouco mais de um ano, virou de cabeça para baixo. O papel da Igreja e da espiritualidade têm sido preponderantes para que muitos sobrevivam a toda esta turbulência.

“A pandemia mudou muito o nosso fazer pastoral”, reflete Padre Eduardo. “Mas as pessoas ainda precisam da presença do padre, do pastor. As pessoas querem a presença do pastor junto às ovelhas. Como padres, como religiosos, é requisitada a nossa presença nessas diversas realidades”.

Já padre Alan entende que o mundo oferece muitos outros perigos ao rebanho além dos males da pandemia. “Sabemos que a pandemia não é a única ameaça. Há outros fatores, como a política e a economia, que também trazem suas ferocidades. Como pastores temos que ajudar o povo a se proteger e diante dos ferimentos inevitáveis sermos presença espiritual atuante”, reflete.

A mensagem do Papa

Em sua 58º mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Papa Francisco lembra do papel de São José e o momento em que Deus vê em seu coração a capacidade de gerar vida no dia a dia.

“São José é o homem do fazer. Não temos nenhuma fala dele nas Sagradas Escrituras, mas sua vida se resume a atitudes”, assevera padre Alan. “São José, neste tempo de pandemia, é para nós o símbolo de uma humanidade amadurecida, de um coração que é capaz de sair de si e procurar pelo outro”, pontua padre Eduardo.

Como responder ao chamado de Deus

Ainda em sua mensagem, o Santo Padre lembra que Deus pediu a São José que não temesse Seu convite. Quando este conceito é comparado à realidade pastoral da Igreja, os padres não se furtam em dizer: a resposta a Deus deve sempre ser afirmativa.

“Se Deus chama, Deus não trai e não nos engana e oferece todas as condições para que respondamos, com sabedoria e alegria, a nossa vocação. Assim como Maria Santíssima e e São José, tenha um coração generoso”, finaliza.

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Vocação: sacerdotes falam sobre o sentido da vida consagrada

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